terça-feira, 9 de novembro de 2010

.viver pode ser pintar no escuro, pode ser colorir o escuro.

Têm que se passar por certas coisas para se aprender certas coisas, têm que se falar certas coisas para se ouvir certas coisas, têm que se viver certas coisas para se experimentar certas coisas, não que as coisas sejam certas, mas são coisas necessárias. Isso pode ser uma coisa óbvia e talvez por isso mesmo válida de ser lembrada. Quando palavras são vilãs e o silêncio já não se faz aliado, quando a inquietude toma a posição de constante (naquele momento), quando o momento passa e te deixa com algo, quando você acredita que sabe o que é e não sabe bem como viver o que acredita saber pode ser quando você vivenciou algo sublime e aprendeu uma grande lição.
Mesmo não nos sentindo preparados para muitas situações, as situações nos chamam para encará-las e as alternativas que temos não nos abstraem de tomar uma posição diante delas.
Amanhã é um dia novo, sendo velho em algum conceito, mesmo a aurora não dando sinal de iniciar o espetáculo que alguns aguardam  o dia de amanhã é velho em algum conceito.

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

.opte.

A tristeza é um dos preciosos momentos em que refletimos sobre quem somos, o que queremos e o que gostamos... é um momento onde nos encontramos com nossos pensamentos mais declinados querendo elevá-los
para um grau que os transformarão na (dis)solução desse sentimento... sentimento  porque após ser sensação impactante amadurece tomando um espaço, digamos, mais significante, ou apenas mais duradouro. Mas... não é ser triste, é estar... e como qualquer outro estado se finda, se transformando em outro que se findará também e dará espaço a mais um... (e lá vem a tristeza de novo)... porém oque ficará é o que deles tirarmos proveito, porque se tentarmos nos afastar da situação em que estamos depositando a nossa tristeza e com isso tentarmos enxergá-la com mais amplitude notaremos que ser triste é preciso, apenas com o estado de tristeza alcançamos a descoberta do que nos faz feliz, assim como que um sentimento só existe em decorrência do outro.
Quando se esta triste se tende a ser mais melancólico, com isso menos otimista e por isso talvez mais realista... veja bem, a tristeza também tem lá suas vantagens, além do mais é natural, digo como estado passageiro e não como característica definitiva. Na tristeza nos sentimos mais fragilizados e assim nos comovemos mais com o outro... porque pensamos que o outro também já pode, (poderia) ou poderá passar por essa situação que no momento nos incomoda, mas ela tanto pode nos deixar mais sensíveis como pode nos trancar mais no nosso universo (pobre)problemático... cheio de teorias levadas demasiadamente a sério (porque apesar de experiências individuais não são leis declaradas)... na tristeza nos fortalecemos.
Todos nós necessitamos ficar tristes, todos nós ficamos tristes justamente porque necessitamos... ou você acha que existe alguém intacto nesse sentido? A tristeza como sofrimento, ou seja, como algo negativo, ou como definitivamente uma condição humana é apenas mais uma etapa entre tantas, somente mais uma... mais uma experiência individual.
A gente pode não optar pelo que nos acontece até porque não controlamos nossas vidas por inteiro, mas o que faremos com o que nos acontece é decisão nossa... como se fossemos árbitros de nossas escolhas.
Se pudesse ser notada a diferença entre a dificuldade e o problema... o que é imposto e o que é criado quando não sabemos nos posicionar diante da imposição, porém... há porém um caso que é mais complicado do que todos os já vividos e esse é justamente o que acontece conosco, porque movidos por esse sentimento (e não só por esse) temos o costume de eternizar o momento como se ele não fosse apenas mais um e sim o, e a mudança desses artigos complica o desenrolar e com isso a dissolução da situação que provoca o sentimento, porque apesar de também termos uma natureza 'cabisbaixa' em todo caso se faz necessário um fator externo que abale a base onde tentamos solidificar a felicidade que inegavelmente tem sido a busca de várias sociedades... a felicidade que é sentimento coletivo individual e quando ela se faz ameaçada como defesa involuntária a tristeza surge, mas que ela se faça presente para mostrar que é possível lhe tirar proveito, mas que ser feliz satisfaz bem mais.


(A felicidade e a tristeza dentro de nós.)









Bem eu entendi...
(momentaneamente.)

terça-feira, 7 de setembro de 2010

.um conto que se perdeu a contagem.

(Não é uma fábula, nem uma história fabulosa é.)

Disseram que de  repente, como que por impulso
se uniram as bocas e foi dado um laço.

Disseram que o que sentiram, como que por
encanto se fez presente.

Disseram que sem um porquê certo, como que por receio, se uniram os
porquês incertos agora havendo motivos.



Disseram que não se ouvia nada além do que se sentia,
como que por (con) fusão dos sentidos.


Disseram que a tempestade deixou a terra mais fértil
e como que por seleção, um dilúvio foi preciso para se reconhecer os escolhidos.

Disseram que não se pode dizer demais, como que por discrição,
não se faz necessário descrever.

Disseram que tudo o que começa termina, como que por determinação das regras.

Disseram que nos foi dado um presente, como que por conspiração, o Mundo se fez generoso.

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

.sentido, contido.

A extremidade, que impõe distância a pólos que fundidos
seriam um só, mas não são.
O pensar como ferramenta de conexão conosco.
De maneira eliminatória e lógica, decidindo o que ficará, não em nossas lembranças, mas em nosso foco.
Aceitando aquilo que fortalece, apesar de aparentemente desmoronar.
Agir em acordo com o que se pensa, pode parecer falta de acordo com o que se deseja.

O sentir como vislumbrar o deleite de se deixar levar, de não fazer esforço para seguir, de seguir se esforçando por sentir que vale a pena seguir.
Caminhar pela estrada focando em sua estética, assim não visualizando os perigos ocultados por ela.

O pensar e o sentir como irmãos separados no dia do nascimento.
Confundidos na rua, chamados por outros nomes.
Às vezes sorrindo para um estranho como que para um velho amigo,
às vezes acenando a distância, por vezes fingindo não ouvir...
ou escutando e não dando tanta atenção, afinal não
estão sendo solicitados com seus habituais tratamentos.

O pensar e o sentir se encontrando...
como se olhassem através de um vidro,
mas não diante de um espelho.
Como se só eles conseguissem perceber suas peculiaridades.
Discutindo, dialogando, persuadindo ... e chegando em um ponto em comum, são diferentes.

Mas existem coisas além de sentir e de pensar,
não se esqueça do respirar que tenho certeza que também é viver...
Eu adoro respirar, por vezes nem percebo que respiro,
mas quando penso sobre, sinto uma grande satisfação.
E mesmo quando não penso sobre, sobrevivo. Somente por isso. Respiro.

(Vejo a sua imagem e sinto a importância de sua figura,
respiro e sinto o cheiro de sua presença,
pego em sua forma e sinto que parece verdadeiramente sólido, mesmo sendo um liquído que apenas esta supercongelado,
ouço com atenção o barulho de seus passos, mesmo não desvendando a direção que vais.
Assim eu sinto teu sabor.)

Uma máquina é programada para soltar refrigerantes após
uma moeda de 1 real ser colocada no lugar certo.
Um ser humano não é programado, ele pode ter vontade ou até sede do refrigerante
passar pela máquina e não ter o 1 real,
ter o 1 real e preferir poupá-lo,
desviar da máquina e decidir nem vê-la,
passar pela máquina e nem enxerga-la
ou até preferir comprar o refrigerante no tio da cantina que
poderá ter uma história pra contar,
talvez quem sabe a sede passe, a vontade finde.
As possibilidades são muitas...
justamente por não sermos  (pré-) programados...

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

.curta-metragem.


Não quero mais falar sobre isso, não quero e falo como se eu já não me governasse, ou me surpreendo como se algum dia já tivesse me governado. Eu tenho leis e limites e tento seguir o que me proponho.
Talvez desgorvenada, mas tentando não ser desleal.
Sinto que devo me calar, mas já não confio muito em meus sentidos.
Penso que o processo não está sendo processado como deveria, mas aprendi a pensar duas vezes.
Realmente estou em um estado em que estar não significa presença.
Eu não quero mais querer dessa maneira um tanto quanto desmedida.
O fato é que a receita pode ser a mesma, mas o bolo sai diferente.

Dependente do Tempo.
Ele passa e permanece independente de nossas rotulações.
Ele não se importa com elas, nós que nos dedicamos a desvendá-las,
nós que nos empenhamos em explicá-las,
não conseguimos entender nem o que criamos,
quem dirá o que é Criador.
E não estou dando um sentido místico ao que falo,
é tudo muito pessoal, pessoa.

Não falo de anjos, bruxas, demônios...
falo de seres humanos, que às vezes me parecem isso tudo misturado
em um bolo sem receita, há quem diga em um caldeirão de temperos exóticos.

Estou sendo subjetiva com meus próprios objetivos,
não posso me enganar, não seria leal comigo mesma,
eu que em tantos momentos sou minha única companheira,
eu que na vida que vivo me aturo sabendo que meu estado de humor é passageiro,
sabendo que não sou só o que transpareço.
Não vou me enganar, nem que para isso tenha que mudar o que não quero ver,
eu sou criatura e criadora.
Crio a visão do Mundo em que vivo, o
ponto de vista é meu,
o anglo pode me ser posto,
mas os olhos estão em minha face.

Expor é distinto de impor.

Viandante, que anda entre vias de movimento intenso,
que se recolhe no acostamento para pegar fôlego, que
observa o tráfego e participa dele.
Eu caminho comigo.

(Teimo em ser sincera como se fosse colher frutos doces por isso,
mas se amargos forem... enfim... se amargos forem, serão. )

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

.só mais uma pauta ou combinação de silêncio e som. para ele.


Você e eu, a gente.
Como pássaros em migração.

Eu e você, nós.
Como imigrantes clandestinos.

A gente é,
uma partitura com claves e escalas variadas.

Nós somos,
quando estamos em harmonia.

Você,
como algumas notas não cifradas.

Eu,
como melodia em composição.

A gente,
como canção não radiografada.

Nós,
como música sem refrão.


(E tem sido um sucesso não popular.)

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

.uma pitada de surto, nostalgia e reação.

Somos muitos elementos formando um só.
E temos muitos dentro de nós e temos nós e temos muitos.


-E disse:

Quando cores se misturam dando a impressão de uma única cor,
uma aquarela se resume em tinta.
Quando se pensa estar só é porquê já se levou alguém do lado,
é quando já se teve a sensação de estar acompanhada.
Quando se veste de outros é porquê estar vestida de si mesmo parece deixar-me nua.
Quando um círculo não se fechou ele não é um círculo.
Quando se dança sem música, se dança para o silêncio.
Parecendo insensatez ou parecendo reverência ao som oculto.

Quando uma estátua parece se movimentar...
é quando se pode comparar movimento e inércia.
e
é quando se percebe algo comum nos extremos
(quem sabe o fato de serem extremos)
e
quando se pode comparar, pode-se também diferenciar...

afinal comparar é fazer o paralelo...
É
diferenciando que se escolhe e
é
escolhendo que se vive.


-E digo:

Linhas paralelas estão lado a lado,
não são a mesma,
e cada uma tem dois sentidos,
e cada uma é uma nos dois sentidos que conto e
nos outros todos que desconheço,
e o nada, não sei o que é.

E se falo que sei que nada sei,
falo que nada sei
e não admito que não sei de nada (hoje demito os mitos que criei),
e nem sei o que é o quê.

E nado,
mas sem tanto medo de me afogar,
já que aprendi a boiar para melhor parecer
e
para relaxar com os ouvidos em baixo d'água.
E fingindo flutuar, sem pensar em leis da física nada ouço.


-E repito:

Perdi a noção das palavras,
mas não perdi palavras nocivas ,
porque não quero as encontrar,
então as guardo, mas não as busco.

Perdi a noção dos sentidos, mas sem deixar de respirar.

Hoje foi um dia.
Um dia e só um dia.
Desses dias que a gente sabe que tem 24 horas.
Desses dias que tem manhã e noite e pessoas dirigindo.
Um dia a mais.

Menos um dia pela frente
é
Mais um que ficou pra trás.


-E recordei:

Saudade é coisa nossa.
Do carioca, pernambucano e todo o resto...
E o resto todo.

Ou saudadí ou saudadî.
O sotaque não limita.
O idioma não revela.
É
o sentimento que domina.


Vi sua foto e tive sorte de ter perdido a noção e não os sentidos por completo,
porque assim pude ver.


-E conclui:

É bom recordar, é bom admitir a recordação.
Mas é bom também deixá-la ir,
para onde ela deve ir.
Eu devo ficar...
porque eu continuo no Tempo
e o tempo que recordamos já passou.


-E chorei:

Antes de ver, de ouvir, de dizer...
E me senti mais humana.
Porque não sabia o que continha nas lágrimas,
mas não as contive,
porque me pareceria irracional não chorar.
Eu não sei o que continham as lágrimas,
mas sabia que elas
não deviam ficar contidas em mim.



-E sorri:

Mas é claro que sorri,
ou porque não usei quatro anos de aparelho à toa,
ou porque eu me acho mais intressante assim,
ou porque seria falsidade não sorrir.

Me pareceria blasfêmia não sorrir.
Me pareceria irracional poder sorrir e não o fazer,
me pareceria irracional e insensível.
E eu tem razão e sentimento no meu sorriso.


-E ouvi:

Algo como 'quanto mais espero, menos tenho que esperar'
Eu ouvi um dia desses
e talvez me recorde amanhã dessas palavras.

Mas também pensei,
que se a gente não espera,
não importa a hora que vem.
Porque para quem não espera, não existe o atraso e nem mesmo o atrasado.

Mas a esperança não espera por nós,
Ela apenas contém a magia de acreditar.

sábado, 7 de agosto de 2010

.riso ou mudança de consoantes - navegando sob o céu ou voando sobre o mar.

E pode ser ponte ou muro,
barrar ou dar acesso.
Eu não consigo captar intenções.
Talvez me perca na minha (im)própria.
Um sorriso ou um piscar de olhos ?
E em um piscar de olhos eu posso perder a visão de um sorriso.
E pensar que ele não aconteceu,
ou não pensar nele,
apenas por eu não ter o visto.

Um risco entre a palavra pode ser eliminação.
Um risco em baixo pode ser enfatização.
Um risco sem 'c' fala mais do que palavras mudas.
Um riso quase invertido pode encantar mais do que múltiplas cantigas.


Eu traço objetivos e quando percebo as traças os traçaram (quem sabe antes de mim).
Eu passo um traço, mas não risco.
Às vezes arrisco e não petisco,
e às vezes petisco e não sacio minha fome.
Mas como às vezes não é sempre,
mas como às vezes não é nunca,
às vezes esta de bom tamanho.
Às vezes talvez seja meu tempo predileto. Mas por vezes não me acompanha.
Como naquela tal vez que talvez tenha sido a melhor.


Por falar em qualidade a idade não a mede,
seu termômetro é outro.
Em falar por quantidade,
a balança esta fechada para balanço.
E quanto pesa uma balança? Mais do que seu próprio peso, penso eu.
O que balança uma balança? Mais vento do que ela pode pesar, eu penso.


Eu peso.
Eu peço.
Eu penso.
Eu peco.

Eu peço falando, eu penso falando, eu peco falando e talvez não pese o que falo.
E não pesando... se é leve ou não, não sei, se você releva ou não, não sei.
O que?
O 'quê' do queijo pode sair e virar beijo.







terça-feira, 27 de julho de 2010

.rosa-dos-ventos.

Um dia desses eu quis ir pelo sentimento, mas o racional me fez ficar,
não imóvel, mas quieta.
Foi naquele dia em que nem os olhares se cruzaram por inteiro, onde eu era a observadora,
que nem notada talvez tenha sido, como uma fotógrafa de uma pintura urbana.

E naquela noite eu percebi que a quietude me fez ficar onde eu pensei em estar. Assegurei-me que segurar-me em minhas próprias sentenças, apesar de não ser cem por cento confortável é suficientemente seguro.

Eu não estou nem ai para o excesso,
quando se tem muito, sobra e quando sobra pode haver desperdício.
Com o desperdício pode se ter a reciclagem,
mas ela não livra o excesso.
Que mesmo tendo sido transformado,
um dia foi excesso.
(Eu não disse inútil.)

Eu já to um pouco cansada de não ter um outro lado que me indique algo.
Estou sem rosa-dos-ventos.
Só tenho a rosa negra nos cabelos
e o vento no rosto.
E sinceramente está tudo bem.
As coisas estão meio sem rumo,
mas se dirigindo para algum lugar.
E sinceramente está tudo bem.
Estar cansada, não significa exaustão
ou nem mesmo um estado de incômodo.
Quando se esta cansada se descansa.

Eu tenho recordado de momentos.
Me vejo no ontem e reparo melhor nas minhas atitudes.
E apesar de não escutar minhas palavras e
apesar de nem sempre saber o porque de minhas atitudes,
eu me vejo no hoje como consequência delas.
E talvez por isso eu as reverencio, porque apesar de nem sempre estarem certas eu estou aqui, aprendendo a aprender com elas.

Eu tenho me recordado de momentos.
E eu não me sinto nostálgica por isso.
Eu apenas tenho usado minha memória, como mais uma artimanha da minha condição humana.
Eu tenho usado a mente e o coração em certos momentos.
E eu não tenho me sentido frágil por isso, eles fazem parte de mim.

Meu coração tem descansado em paz
(Não como em uma lápide).

E eu tenho sentido falta,
mas não tenho estado com tantas saudades
e isso não faz de mim insensível.

Eu apenas tenho estado tranquila comigo
Depois de 'um dia desses' algumas coisas me pareceram mais claras.
E eu me sinto mais lúcida.
E eu sinto.
E eu penso.
E eu acho.
Com dúvidas e ensaios de certezas .

E eu só posso falar de mim.
E no momento falo comigo.
Talvez você se idendifique com algo aqui
ou talvez ache subjetivo demais,
eu digo que sem rosa-dos-ventos
eu me guio com uma bússula e sem ela ainda sei que existe o Cruzeiro do Sul,
e ele está lá...
Mas eu nem estou em alto mar,
estou só vendo o pôr do sol
e às vezes o confundindo com a aurora.

quarta-feira, 14 de julho de 2010

.traduzindo.

Está tudo como se nada fosse
e nada me parece abalar.
O silêncio não é apenas ocultação.
Pode ser exposição
Eu preferi me calar a sua presença que me pareceu estúpida .
E sorrir um sorriso que me concretizou estúpida.

Perante qualquer palavra, eu prefiri me silenciar estupidamente.
E creio ser essa a palavra que faltava.


Hoje eu pensei em silêncio.
Com a certeza de não dever satisfações sobre pensamentos meus e inviáveis.
Hoje que hoje foi,
que foi hoje indo para amanhã


A questão talvez seja o ter falado com sinceridade palavras sem aspas.
Mas quem cala nem sempre consente.
E quem fala nem sempre sente.
E vice-versa.
E vire o verso e vide a bula escrita com linguagem médica...
Ou em grego ou em algum idioma qualquer.
Que daqui ha algum tempo será esquecido.
Ou será como o pensamento, intradutível.

terça-feira, 13 de julho de 2010

.intervalo ou pausa para um café.

Minha respiração esta descompassada,
Não que eu esteja ofegante.
Está descompassada porque criei uma coreografia.
Se não houvesse criado ela poderia estar no ritmo certo.
Não que esteja no errado.
Não que não esteja

Mas eu respiro,
Isso é o que me interessa.
É como em um show bater palmas diferentemente do bater de palmas da maioria
(Alguns vão reparar e outros não)
E talvez nem você perceba a sua falta de sincronia,
E talvez perceba e respeite o seu tempo.
Porque ao menos você depositou ali nas palmas batidas: você e sua verdadeira escala.
Não tenho me importanto mais tanto.

E nesses últimos dias,
Que não me parecem últimos,
(Só me parecem estar desaparecendo)
E nesses últimos dias,
Que me parecem mais íntimos,
(Mas me parecem ultimamente intimidar)
Nesse dias que são dias e noites, as madrugadas tem tido um intervalo maior.

Quando a gente se acostuma as coisas viram meio que habituais,
Não digo que ficam sem graça.
Mas a gente já não se pega mais pensando sobre,
Sobre aquilo que, apesar de hábito, nem sabemos o que é.
(Só comprovamos que existe)
Já provamos que não sabemos o que existe,
Já desistimos de querer saber,
Ainda não cansamos de saborear.

Sem miragens tendemos a enxergar melhor,
Porque enxergamos o que está em nossa frente,
E não oque talvez desejamos que esteja,
Sem focar tendemos a enxergar melhor,
Porque enxergamos o completo,
E não apenas oque intencionamos ao focar.


Ter razão.
Terra a vista, gritaram antes.
Maravilha.
Mar a vista, eu digo hoje.


Mesmo a respiração estando descompassada pode estar harmônica.

terça-feira, 6 de julho de 2010

.com um brilho especial.

Palavras ditas mais diretas são palavras ditas mais diretas,
enfeitar é enfeitar,
mas nem por isso é dissimular,
não é hipocrisia, não é a atuação sobre sentimentos e crenças que
não se possui,
não é cinismo, não é a indiferença...
(apática, empática, antipática, simpática)  ao o que outro passa,
é enfeitar, pra dar um tom mais leve,
mas nem por isso menos verdadeiro.
Quando falamos que não deu certo,
parece que falamos que foi em vão,
mas não,
não falamos que não deu certo,
falamos que deu certo até não dar mais.
.
Madrugadas a fio, sem frio,
abrindo o portão como quem abre um sorisso.
Sorrindo por poder sorrir.
Ouvindo por poder ouvir,
e passando pela cidade como quem passa
por algo que nem tem mais tanta graça,
como quem passa sem querer parar,
(como o que é passageiro)
e parando nos sinais como quem não tem pressa
de chegar onde se deve.
Se guiando como quem dirige,
observando com quem é guiado,
(como quem é passageiro
de primeira, segunda ou terceira classe).
.
Eu já ouvi coisas demais,
sobre coisas demais.
Já falei coisas demais sobre coisas de menos,
mas agora eu só preciso de silêncio,
um copo de água fresca e um sorriso
um pouco tímido.
.
Mas agora,
agora é outra hora,
eu só preciso de silêncio e um
copo de água fresca,
que é o que posso me dar.
.
No caminho de volta,
eu acho que pensei demais,
e nem me lembro onde fui,
mas eu entendo o porque,
está quase tudo muito tranquilo,
são etapas,
a gente aprende pra caramba,
eu gosto de me ter por perto.
(Isso me agrada)
Com a mente leve
e o coração batendo.
.
E hoje eu abro aspas:
"Hay que endurecer, pero sin perder la ternura jamás".











sábado, 19 de junho de 2010

...com flor na boca.


Dizem que rosas são rosas,
mas às vezes nos esquecemos que cada rosa é uma rosa,
sendo rosa ou não...
Dizem que cores são cores,
mas o preto é a ausência delas
e nem por isso deixa de ter um encanto colorido.

quarta-feira, 16 de junho de 2010

.experiência azul.

Eu precisei.
Certamente se não precisasse não teria passado por tal experiência,
ou não a teria enxergado de tal forma!
Eu necessitei.
Tanto que a encarei e a analisei para com isso absorver ali, no (e do) momento, o que
dela podia extrair de mais essencial.

Eu entendi certas coisas que sem ela não entenderia.
Ela me fez pensar em situações que talvez nem venham a acontecer (para alguns isso seria deixar de viver o presente, para outros apenas precaução ao invés de preocupação, para mim foi somente inevitável).
Mas eu consegui reconhecer a sintonia que houve no momento.
Não me desviei tanto assim a ponto de esnobar a 'causa primeira'.
Ações sempre irão gerar reações.
Jogue uma bolinha na parede e dependendo da força com que você a lançou, saia da direção dela.
Por mais que nem tenhamos noção das consequências, por mais que nem as cogitemos,
elas surgem, às vezes nem as associamos... mas elas têm origem em alguma atitude.
Tem um ditado que diz que 'melhor do que remediar é previnir',
sendo que existem acontecimentos que não se pode ao menos prever,
então só nos resta aceitá-los e se possível dá-los algum xarope ou aquela receita caseira,
conspirando para que assim amenize-os.

Eu não me preocupo com talvez o que te tire o sono.
Existem possibilidades.
Já era amigo, sabemos que o Tempo não volta (e creio que nem desejamos isso).
Acho que já dialogamos sobre.
Acho até que cada um já fez um discurso sobre.
O resto não é tão difícil,
é uma agora,
a outra em outra hora,
nem preciso quebrar a cabeça
pra decorar tantos números assim.

O relógio quem tem a função de marcar as horas,
eu só correspondo ao chamado delas.
Tenho estado atenta.

Voltei ao estado de observação íntima
e sei que isso às vezes me intimida,
mas não me deixarei ficar tímida diante de mim.
Agora estou mais alerta,
a gente muda mesmo a cada instante,
a gente se transforma mesmo de acordo com cada experiência,
ou para ser mais exata de acordo com oque levamos de cada experiência.

Ou pra ser mais exata,  precisão não é sempre o mesmo que exatidão.
Ou pra ser mais precisa, exatamente, eu precisei.

:*

sábado, 12 de junho de 2010

.palavras soltas.

Eu falei que não gostava tanto de falar de mim ,
ou melhor...
o que disse sobre mim era que não gostava de falar muito sobre mim mesma, mas sendo assim já falei!


Então eu avisei que calejada não era sinônimo de áspera,
porém de resistente.
Nem sempre o que a gente ouve é o que a pessoa diz,
nem sempre o que a gente entende é o que o outro quis transmitir.
As conclusões são nossas.
E os encontros e desencontros são naturais,
sobrenatural é não participar deles.
Eles acontecem a todo momento por aí.
Desespero não há de ter.
Nada do que é humano me pode ser alheio.
E as decisões são nossas.
Não é preciso voltar atrás é só estar de braços abertos para o que há de vir.
E pode vir algo que já foi, porque reencontros também são naturais,
sobrenatural é não acreditar neles.
Por isso é legal se despedir de maneira leve.
Pode ser que quando a gente menos espere eles aconteçam (pode não ser), só dúvido um pouco que seja na hora planejada (pra quem é metódico o Tempo pode não ser um aliado).
É deixar fluir, tomar direção...
É vento, é fugaz e sagaz.
Entre o caminho e o caminhar...
entre pelo caminho,
caminho entrando em espaços desconhecidos,
reconheço caminhos passados,
às vezes desconheço passos que pelo caminho ficaram...


Mas tudo complementa,
integra o integral do qual também somos apenas integrantes (intrigantes).
E se leva de cada ser o que de melhor ele pode ter nos transmitido,
para não ser mais efêmero do que o necessário,
isso inclui o campo das idéias, o campo físico,
isso inclui o campeonato todo
preliminares,
quartas,
semi,
final.
Inclusive
eliminatórias
e amistosos.


Além do mais herméticos, de alguma maneira, todos somos.

quarta-feira, 9 de junho de 2010

.ego ou usted?.


Sombra... raciocinando. Água fresca... sentindo.
Sol na cabeça, racionalizando, observando, um olho no gato, outro no rato ( e se o gato e o rato forem um só, olhos na mesma direção),
mas eu quero é ver além... observando-me.
Racionalizando sentimentos?
Me poupe, que mesquinharia!
Raciocinando eventos?
Eles se distorcem!
Na teoria é assim, na prática é daquele jeito,
daquele lá mesmo, que a gente não sabe!
O interesse não é desestruturar nada que foi formado, talvez seja só apresentar um outro ponto de vista! Quando a gente quer, a gente tem que demostrar, mesmo que sutilmente,
nada de desespero, a gente leva tranquilamente, porque nascemos para a missão de servir, de fazer valer, eu aprendi isso quando olhei pra trás.
O passado vira pedra, mas as estátuas podem revelar muita coisa, pode estar nos detalhes, na maneira que a pedra foi esculpida.
É só mais um.
Um é só mais um número entre tantos.
Um é uma palavra.
Um é elemento.
Um = artigo indefinido.
Um pode preencher um círculo.
Um = unidade.
Um é ímpar.
Um pode fazer transbordar.
Um pode ser o que falta.
Um pode ser o que sobrará.
Então é um... porque é complexo,
mesmo sendo um.
Hummm...
Hum com H.
Modifica porque acrescenta malícia em meu pensamento...
A questão é a disposição!
Me dedicar a mim, não deixa implícito
a minha indisponibilidade ao alheio .
...
com reticências,
mas sem previsão!

Extraño... sin despedidas!
Pero com saludos, mientras hablo 'hasta'.

segunda-feira, 31 de maio de 2010

.borboletas no estômago?.


Quando a gente fala de borboletas muitas coisas podem vir a cabeça.
Suas lindas cores, seu vôo extraordinário, sua leveza capaz de pôr em dúvida a gravidade (eu digo isso de beija-flores também), mas as borboletas em especial transmitem algo sublime... já foram ovo, já foram lagarta, já viveram dentro de um casulo e agora estão por aí, encantando àqueles que reparam na importância desse ser de asas e anteninhas.
Beija-flor e borboleta, beija borboleta, flor de beijo, beijam flores e levam flores dentro de seus beijos para serem beijadas.
Mas quem estão no estômago são as borboletas (nessa hora não sei bem se benditas ou malditas).
Apenas borboletas... apenas um estômago resistente!
Cores para encantar,
asas para transcender,
antenas para captar, necessárias antenas...
Muitas coisas vêm à mente se tratando de borboletas, inclusive além daquelas que
eu já havia me habituado a associar, me vem uma outra coisa,
não a coisa em si, mas a coisa em ti.
Existem braços e não asas,
beijos e não flores,
desejos e não amores,
existem alucinações e não explicações,
existem ventos e movimentos
e inquietações também,
talvez ai se encontrem as borboletas... nessa mescla de cores jogadas
em uma tela branca, mas não vazia.


(Sem enfatizar nada hoje. Quem sabe muito sutilmente?!.)





domingo, 30 de maio de 2010

.eu digo: sinta-se à vontade (não fique só na vontade).


Se bem que às vezes eu penso saber... é porque eu penso.
Eu sinto saber... é porque não sei se sinto(-me) muito bem.
Talvez eu pré-sinta algo. Mas não sei se pós-sinto. Esse pré e esse pós,
são os que não devemos tratar como principais, mas também não
devemos descartá-los. 
O mais importante é o que está entre eles.
É o que esta sendo...
Mas que sede, uma água de coco iria bem. 
Um coqueiro aqui, outro aculá e a rede.


É difícil mexer com o que não conhecemos,
não é como quando apertamos algum botão da TV e ela entra em um estado de 'pane', então a desligamos da tomada, ligamos de novo e lá está ela, parecendo intacta. Não é assim que se forma um eletricista. Mas se bem que a base ai é a resolução, é solucionar... sendo que eu repito, acho que mexer com o desconhecido é complicado, ainda mais quando a TV não é sua, pode ser que um dia essa técnica 'off/on' possa não funcionar!
Uma pessoa não é uma TV.

Nem vou me preocupar em tentar responder perguntas que nem
feitas foram, pernas têm me interessado mais...
Não vou me -pré-ocupar.
É vivendo que se tem a certeza da Vida.
A gente fala e escuta também, a gente toca e lambe também... a gente tem sentidos e temos sentido um cheiro com um 'quê' de mistério sem muito segredo, sem querer muito ser desvendado.
É, e a gente é razão, emoção e algumas coisas mais.
Questão de dosagem, questão de manuseio...


Acho que não é uma boa hora para se ir embora não,
na verdade nem sei que horas são,
tô sem relógio e também não marquei nenhum compromisso...
se você tem o 'tic-tac' na cabeça, acerte seus ponteiros,
por que esse tempo aqui você também pode fazer.
E tenho dito.



quinta-feira, 20 de maio de 2010

.pra mim e pra você.

Amanhã é dia de jogo...
E quantas expectativas postas em uma equipe só.

O Dunga foi o Mestre designado por eleger os 23 rapazes que levaram com eles a responsabilidade de mais ou menos 190 milhões de sorrisos.
Com aparelhos corretores ou não, amarelos ou não, com dentes ou não.
Amanhã será revelado se aquele meu amigo fanático por futebol vai acordar Zangado ou Dengoso. Eu também me amarro na disputa, na idéia de superação que essa competição transmite, são muitos países pobres e ricos se encontrando ali, depositando esperanças...
 Não quero politizar, apesar da desigualdade social ser fator inquestionável, não é só nesse multi evento que ela se revela ( lá mesmo que ela nem me parece tão clara, pode ser também escondida atrás das cortinas do espetáculo- além do mais é muito dinheiro e interesse envolvido.) Ela também esta aqui e ali. Diariamente. passando em nossa frente, parada do nosso lado. 


Me encanta é a diferença racial, a cultural... essas também certamente deveriam ser notadas e analisadas, como exercício para a expansão de conceitos restritos ao que parece mais normal, mais aceitável, mais cotidiano.
Estou me preparando para a emoção... não vou ser hipócrita e dizer que tanto faz, eu gosto de futebol e gosto mais ainda da energia que as pessoas liberam quando se sentem vitoriosas, ainda mais quando estamos jogando no mesmo time.
Então... amanhã não é dia de tirar uma Soneca na grande área (nem de ajeitar o meião).
Vamos, que já fomos.
Não sei se todo mundo vai ficar Feliz com o resultado, mas tomara que nós torcedores brasileiros fiquemos.
-Atchim!!!
-Saúde, saúde... só pra não esquecer de ninguém!
-Salud hermanitos.


(Enquanto a moça come uma maçã e deseja o veneno.)

domingo, 16 de maio de 2010

.quem não avisa, amigo pode ser.


No entanto há tanto entre esta palavra, essa e a próxima também, que acabo me perdendo entre o espaço que é necessário dar entre elas, me perdendo, me achando e tentando encontrar algo que no espaço, nelas próprias ou no meu vago conhecimento se perde... nas emoções escritas apenas palavras são lidas, das emoções vividas apenas lembranças são guardadas, da memória contida poderá se valer para atuar em situações semelhantes as passadas, nas situações atuais geralmente precisamos de precisão nas (re)ações e o repouso acaba se transformando em uma preciosa contribuição. 
Palavras mil, palavras únicas, palavras com vários sentidos, palavras falhas, palavras que nem sei da existência, emoções incostantes, emoções clandestinas... impossível descrever, válido tentar, improvável não se frustar por não conseguir exatidão, necessário aceitar a insuficiência de capacidade que nós trazemos conosco em muitos âmbitos .
Os gestos podem transmitir (também nem sempre com exatidão) o que te toma tempo em pensamentos, em pensamentos de como dizer...
Hummm.. muitas vezes as palavras não decifram (mesmo o que não é tão enigmático assim).
Nós precisamos delas, porém não devemos virar seus 'domesticados', as fazendo de única fonte de demostração, de expressão.



Blá, blá... e um ponto de interrogação para demostrar que a opinião alheia tem que ser falada, não escutada necessariamente, mas falada, a saliva de outros não me custa tanto... a não ser que 'meus ouvidos' estejam fechados para balanço... chega de verbetes! Ode! Só mais um.



Quero silêncio, se ler não leia em voz alta, não quero ouvi-lo, não quero 'auto ouvir-me alto'...
Eu não quero, não agora, não quero... desistimulada para compreender, para absorver palavras chulas ou de bom vocabulário. 
Eu quero absorver Vida, transpirar Vida, inspirar Vida e a exalar sem direção linear, se bem que a Vida é o integral... as palavras fazem parte da Vida, então... pensando melhor... que venham as palavras, que venham as asnérias e que junto com elas possam vir também ferramentas, possam vir boas histórias, que elas possam apenas vir e que eu as receba e as entendendo ou não que eu as dê alguma atenção... elas saíram de uma mente... é, independente da mente... elas se cruzaram com minha Vida e passaram a fazer parte dela de alguma maneira.



Cotonetes em ação, filtros em ação... se pode ouvir de tudo, mas nem tudo pode se levar em consideração...









(Mas tem dias que o silêncio é o melhor barulho... inegável !)







quarta-feira, 12 de maio de 2010

.com dó, nem piedade. sol.


Docente que aprende na decência de ensinar, que transpira melodia e repassa entusiasmo nas expressões várias, várias maneiras de respirar.

Respira inspiração e cativa por não saber ao certo o porquê de querer saber, o que parece certo é o que convém, não que seja certo, mas convém acreditar, acreditar que é possível acreditar mesmo não tendo tanta certeza assim. Respira ar, respira mar e respira...

Miséraveis dúvidas que se fundem confundindo ainda mais a mente que é trabalhadora e trabalhosa.

Fabuloso pode ser o fruto da imaginação ou o que te encantou por ser real, justamente por ser real, não fictício, mas e se fictício fosse?! Se arriscaria a ver mesmo assim um sentido que transcendesse o efêmero?

Sol da madrugada, daquela que acaba quando o galo vai despertar o sono alheio, alheio à mim, porque quando se dorme com o Sol nascendo é respeitoso dar bom dia ao sr. Galo e a estrela maior.

Lá, quando o encontro é digno de respirações, de transpirações, de inspirações, de expressões... deixam-se várias crenças, esquecem-se sentenças, se desligam as confusões mentais ou não... e respira-se, mas do que por necessidade... respira-se por euforia.

Simetricamente não há simetria, há apenas a vontade, a companhia e a oportunidade transformada em ocasião, em bem aventurança, em simplesmente matéria abstrata. (?!)

Do mesmo modo que a Vida segue, eu sigo, você segue, de mãos dadas com Ela, com luva ou sentindo a sua textura, o seu suor, a sua força quando ao apertar a tua mão Ela te pede resistência, te mostra condolência, te implora paciência.




(Mas o que há de mais precioso doque o momento presente? Que é o que se vive agora...)




sábado, 8 de maio de 2010

.apertando alguns parafusos.


Oh, veja bem, limpe a lente da sua memória... limpe pra deixá-la mais clara, não pra apagá-la...
as coisas acontecem, mas temos que nos conformar com a ordem dos fatos?
Mas olha, veja bem, isso já aconteceu!
É, temos o poder de escolha e não o da decisão final, as coisas acontecem muito interligadamente... os fatos são interdenpendentes. É causa e efeito. É isso e aquilo. É tudo a mesma coisa?

Sei não.


Acho que nem quero saber agora.
Mas decidi algo, eu decidi, o cumprir é outra coisa.
Zoom, foque, zoom, aproxime... mas não demais, se ver de perto é desafiador e sinceramente
me deu preguiça de encarar algumas coisas.
Eu tô falando de coisas demais, muitas coisas.
Eu 'tô' tentando falar, se eu 'tô' conseguindo é outra coisa.
Deixo, deixo...
Tranquila não sei, mas sem eixo, é, sem eixo!
O homem de lata era aquele que queria um coração...
O espantalho queria um cérebro,
O leão queria ser corajoso,
Dorothy queria voltar para casa, eles queriam algo... prosseguiram pelo caminho de pedras amarelas e a descoberta de que podiam se satisfazer com aquilo que já tinham e não com aquilo que queriam ter me deixa mais aliviada.
Dá pra se trabalhar com o que se possui, não é preciso criar nada,
só transformar, né isso?!
Talvez, é, pode ser, está sendo válido...

prossegue!




terça-feira, 4 de maio de 2010

.vuela.

O ano começa diferente ...
Uma taça de vinho branco e uvas verdes, não que as uvas sejam as prediletas, mas eu as saboreei.
A supertição (ou a crença) me diz que elas trazem sorte, talvez por isso senti um sabor especial e até alguns caroços nem foram notados enquanto desciam pela garganta. A roupa marrom simbolizava a neutralidade e como objetivo pessoal buscava expressar uma raíz, que quando se finca no solo se confunde com ele e não é notada mesmo quando dela cresce um caule que dá origem a lindos frutos e flores. (Talvez se alguém tropeçar... ela se tornará brutalmente visível).

(...)

Conversas, mas mais do que algumas conversas, incontáveis pensamentos...

(...)

Janeiro se vai... pessoas que por ele se fizeram presentes, talvez porque seja o primeiro mês do ano e estamos na ânsia do novo, damos oportunidade para pessoas estranhas, com idéias distintas e isso é bom. Nos permitimos arriscar! Só de passagem, as férias acabam!

(...)

Pensar, agir, reagir, confundir, expressar, enviar, receber, olhar... olhares que falaram em momentos de silêncio e bocas que calaram em situações barulhentas (tantas combinações!)
Promessas já quebradas e outras já esquecidas, reformulamos os ideais para termos mais uma chance?

(...)

terça-feira, 20 de abril de 2010

.uma passagem (entres parênteses).


...

É uma questão de processo (as transfomações acontecem), mas de uma coisa eu 'tô' sabendo, estou cansando da lentidão do meu em certos aspectos. Idealistas e materialistas discutem (ou dialogam?) ha algum período de tempo e hoje (nesse exato período do tempo) me veio à mente que para haver o produto deve-se primeiramente existir a idéia (com acento) do produto, mas do que valerá se a ideia (sem acento) não for posta em prática (se você acredita naquilo, porque não tentar?) é na prática que começa a surgir o concreto. O que escrevo agora pode ser o início do meu 'produto'.
O que estou escrevendo?
Mas se bem que eu posso me perder nas minhas palavras, mas não estou me perdendo nas idé(e)ias (sem acento, ou com acento, tanto faz, foi só uma mudança gramatical).
Percebi que às vezes (até com certa frequência) no meio de uma discussão alguém solta uma pergunta muito intrigante (no mínimo), é a clássica "O que você está pensando da sua vida?" Porra, como eu vou te responder isso? Às vezes (gosto desse tempo) parece que nada, é não 'tô' pensando nada da vida, a vida é minha a mente também então penso dela (e com ela) o que eu bem entender... mas que lorota, desde quando controlamos metodicamente os nossos pensamentos a ponto de eliminarmos a possibilidade deles ressurgirem?!
Porém se alguém me perguntasse isso hoje responderia diferente, esse alguém teria de ser eu, a mais interessada na resposta (no que estou pensando da vida!) e talvez a única pessoa para quem eu teria coragem de responder da maneira mais transparente, tentando não filtrar muito.
E ai o que você esta pensando da sua (da minha) vida?
Opá! Apareceu uma terceira pessoa ai?
Sinceramente, estou começando a perceber o quanto covarde tu és. Sério. Você projeta várias realizações, realizações que na maioria das vezes você derrete a possibilidade de consquistá-las, realizações irrealizadas(?). A Vida está ai (aqui), a preencha de Vida, de atividades positivas e verdades alegres (ou pelo menos alegrias verdadeiras). O importante é estar vivo, mas o fundamental é viver. O que vale pode ser viver satisfeito, mas o crucial é sentir a satisfação da existência. Perceba as possibilidades existentes e perceba quantas são... são inumeráveis. Almeje e com isso batalhe e vença... Competir pode ser legal, mas vencer é algo que emociona profundamente. O esforço é válido, mas a conquista é o alvo. Digo competir no sentido de viver (interiormente, quem vencerá você ou você?) a competição como uma experiência que lhe abre um leque de novas formas de vencer (de enxergar a vitória, de saber o que é a vitória...) , não competir como uma disputa por um lugar ao pódio, mas independente da colocação, um lugar ao Sol.
Bom... chegamos a parte em que recebemos uma 'auto-ajuda', indispensável parte, porque dá conforto, porque você se permite 'se ouvir', porque você enxerga seu apoio como necessário...porque você admite que é inevitável transcender esse estado inerte de espera, de espera de mudança alheia para começar algo, de espera de conselho alheio, de apoio alheio. Você começa a depender mais de você em certos aspectos, em certas decisões... e isso te torna mais independente, mas não vá também passar a mão na sua própria 'cachola' fingindo que não se incomoda com certas atitudes próprias da sua personalidade... temos que ser sinceros conosco, sabendo a importância que o rigor tem para seres que se satisfazem em apenas 'empurrar com a barriga'.



...é mais ou menos assim...

sábado, 20 de março de 2010

.então.


O que meus olhos vêem meu coração nem sempre sente.
O que meu coração sente, às vezes meus olhos não vêem.
O que seu coração vê, talvez seus olhos não sintam (vice-versa) ...

E assim ocorrem os desencontros,
isso é bom, isso que faz a Vida acontecer,
os encontros, os desencontros
e várias outras coisas que nem nomeamos...

Casual ou ocasional?

Não sei muita coisa, isso é fato.
Mas ai depende do que é o muito para mim...
Talvez nem saíba o estado em que me encontro,
mas eu creio que esteja tudo tranquilo e calmo (mas calmo do que tranquilo) ,
parecendo um rio que só corre por correr...
e tanto faz se irá encontrar um mar ou o mar.
Ai muda tudo, mas também depende do que é o tudo para mim...

Bem de uma coisa eu sei (pelo menos de uma)
o que vale é estar viva,
poder participar desses encontros (marcados ou não),
desses desencontros (beneficiários ou não).
O que vale é poder ter idéias e poder concretizar algumas delas...
Vale tentar...

Mas vale o que?
Vale a experiência adquirida.
É a Vida acontecendo!


segunda-feira, 15 de março de 2010

.a questão não é tanto faz, mas faz tanto tempo...

Posso reconhecer-me entre aspas,

mas fora delas é quando (e onde) sou o que sou,

quem sou pode ser encontrado nos parênteses,

mas não entre as aspas,


talvez nas reticências...



Ps: Reticências, gosto delas.

segunda-feira, 1 de março de 2010

.'bom dia'.



Ao acordar abrirei meus olhos , escovarei os dentes e ficarei calada.


Quando acordares falar-te-ei 'bom dia', com um sorriso largo e com o olhar alerta observarei seus movimentos preguiçosos: olhos semi-abertos (apertadinhos e manhosos), boca cerrada (com um leve repuxo para o canto, um sorriso tímido ocultando os dentes, os tais que já apreciei em expressões variadas, os tais que marcaram o meu ombro em uma expressão variável.)


Uma sequência de ideias ao mirrar-te em movimentações sutis e leves, incalculados e talvez não muito racionais (minhas ideias ou seus movimentos?).


Ajeitando o travesseiro parece que me chamas para a chama, mas bem pode ser o indício de uma profunda sonolência. Me aconchego em teu travesseiro, afinal sempre escolhes o mais confortável.


De alguma maneira te desperto, pois agora os seus olhos é que estão cerrados, já sua boca

semi-aberta sentindo o gosto de hortelã , procurando um bom dia mais concreto.

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

.vai.


São muitas palavras na mente, muitas situações no cotidiano...

A gente acaba ficando confuso, principalmente quando buscamos explicar essas situações.

Que onda. Passou! As ondas vão...
Você vive a situação uma vez e depois vive de novo (revive) e não é de djavú
que estou falando, é de viver (sobreviver).

Reviver experiências, sobreviver 'dentro' delas.

As ondas vem...


segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

.erínia.


Às vezes o sentimento de fúria chega à mim.


Chega e estaciona-se em mim, não por tanto tempo quanto antes, pois tenho trabalhado um controle sobre ele, porém nesses instantes em que ele é perceptível em meu ser geram-se frutos capazes de desregular momentos de calmária.


Um pensamento leva a outro e a outro (e há outros escondidos) e eles logo transformam-se em palavras, expressões, atitudes... Sinto que algo pesado tenta se fazer rei e usar-me como serva.


Às vezes atitudes são tomadas e as consequências poderiam ser diferentes se apenas respirássemos fundo e tomássemos uma decisão que naquele momento não parecesse a mais óbvia, a mais rápida... a gente tem pressa! Pressa de quê? De se livrar do peso, de apenas jogar em cima do mais próximo uma fúria que nem quem sente sabe explicar de onde vem exatamente, só se sabe que não se quer guardá-la em si, para si...


Percebo que é difícil o despertar da consciência, pois ela está  presente até mesmo quando este sentimento surge em nós, quando não a percebemos ou a ignoramos tudo se torna uma questão de escolhas que são feitas apenas com o objetivo de liberar essa inegável fúria, mas no momento que captamos nossa consciência como um instrumento útil para nossa ascenção, instrumento pelo qual somos responsáveis, percebemos que até mesmo este sentimento desagradável é uma maneira de se trabalhar para se libertar do incômodo de senti-lo. A questão não é não senti-lo, mas como senti-lo. Qual sua visão sobre senti-lo. O sentir pode te causar angústia e mesmo assim pode acrescentar a experiência de superar, de agir diferente diante a ele. Temos a capacidade de transformar...e ele pode passar a ser reconhecido como aprendizado.



domingo, 31 de janeiro de 2010

.

Será que devo levar em consideração a curiosidade ter matado o gato...
ou
a morte ter matado uma das maiores curiosidades que alguém poderia ter?








(Mesmo que o gato não
fosse consciente da morte...
e quem será que realmente é?)

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

.sem, zen.


E é estranho.

Porque extrañote.
É.

E por ser estranho não é assim tão banal...
Talvez por isso que abale.
E quando você não sabe de muita coisa.
muita coisa te impressiona.
Mas nem tudo que late morde, não é assim?!
(Latido.)
Sem mordidas mais.

Na maioria das vezes é assim... não vou falar que sempre é, por que o sempre
é um 'grande desconhecido'.
Mas a gente aprende e ensina mesmo sem saber.
Sem saber ensinar ou sem saber que está ensinando.

E que bom que tudo se resume em momentos.

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

.pensei?.


Eu pensei: 'por que fiz essa página virtual?'
Eu pensei: 'por que simplesmente não continuei a escrever
em folhas soltas? palavras soltas, que só eu podia ler! (quando achava as folhas) '
Eu pensei: 'por que essa gana de expressar-me?'
Eu pensei: 'por que agora e aqui?'

E eu pensei que eu só pensei em perguntas. (opá, agora não!)

Em verdade, acredito que quando escrevo é como se eu organizasse meus pensamentos...
E tudo bem que seja aqui...
Além do mais, apesar de nunca ter pensado em fazer um blog, na primeira oportunidade que pensei o fiz.
E talvez algum dia pegarei parte das folhas escritas (as que eu encontrar, óbvio) e postarei aqui...
Mas continuo sem saber o porquê de me expressar aqui...
Vontade de ser lida? (Pensando que assim estou sendo escutada?)
Ei, mas o importante não é ser sentida?
Assim... quando alguém realmente se interessa pelo que é falado.
A gente se sente 'confortada', né?!
E eu não sei se alguém vai se interessar por isso aqui... mas eu estou achando interessante... estou me interessando e isso é o que interessa, me conforto com isso, minha opinião é válida para mim.

As pessoas podem estar conversando no msn sobre a festa da noite anterior e com essa janela aberta só por que a inércia não permitiu uma atitude de fechá-la,
mas... eu não me importo, eu pensei... me interessei em escrever e o fiz.

É assim mesmo...
pensando que se chega em algum lugar.