segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

.erínia.


Às vezes o sentimento de fúria chega à mim.


Chega e estaciona-se em mim, não por tanto tempo quanto antes, pois tenho trabalhado um controle sobre ele, porém nesses instantes em que ele é perceptível em meu ser geram-se frutos capazes de desregular momentos de calmária.


Um pensamento leva a outro e a outro (e há outros escondidos) e eles logo transformam-se em palavras, expressões, atitudes... Sinto que algo pesado tenta se fazer rei e usar-me como serva.


Às vezes atitudes são tomadas e as consequências poderiam ser diferentes se apenas respirássemos fundo e tomássemos uma decisão que naquele momento não parecesse a mais óbvia, a mais rápida... a gente tem pressa! Pressa de quê? De se livrar do peso, de apenas jogar em cima do mais próximo uma fúria que nem quem sente sabe explicar de onde vem exatamente, só se sabe que não se quer guardá-la em si, para si...


Percebo que é difícil o despertar da consciência, pois ela está  presente até mesmo quando este sentimento surge em nós, quando não a percebemos ou a ignoramos tudo se torna uma questão de escolhas que são feitas apenas com o objetivo de liberar essa inegável fúria, mas no momento que captamos nossa consciência como um instrumento útil para nossa ascenção, instrumento pelo qual somos responsáveis, percebemos que até mesmo este sentimento desagradável é uma maneira de se trabalhar para se libertar do incômodo de senti-lo. A questão não é não senti-lo, mas como senti-lo. Qual sua visão sobre senti-lo. O sentir pode te causar angústia e mesmo assim pode acrescentar a experiência de superar, de agir diferente diante a ele. Temos a capacidade de transformar...e ele pode passar a ser reconhecido como aprendizado.



2 comentários:

  1. Quando o carma do relacionamento termina, resta apenas o amor.E seguro. Liberte-se

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