sábado, 20 de março de 2010

.então.


O que meus olhos vêem meu coração nem sempre sente.
O que meu coração sente, às vezes meus olhos não vêem.
O que seu coração vê, talvez seus olhos não sintam (vice-versa) ...

E assim ocorrem os desencontros,
isso é bom, isso que faz a Vida acontecer,
os encontros, os desencontros
e várias outras coisas que nem nomeamos...

Casual ou ocasional?

Não sei muita coisa, isso é fato.
Mas ai depende do que é o muito para mim...
Talvez nem saíba o estado em que me encontro,
mas eu creio que esteja tudo tranquilo e calmo (mas calmo do que tranquilo) ,
parecendo um rio que só corre por correr...
e tanto faz se irá encontrar um mar ou o mar.
Ai muda tudo, mas também depende do que é o tudo para mim...

Bem de uma coisa eu sei (pelo menos de uma)
o que vale é estar viva,
poder participar desses encontros (marcados ou não),
desses desencontros (beneficiários ou não).
O que vale é poder ter idéias e poder concretizar algumas delas...
Vale tentar...

Mas vale o que?
Vale a experiência adquirida.
É a Vida acontecendo!


segunda-feira, 15 de março de 2010

.a questão não é tanto faz, mas faz tanto tempo...

Posso reconhecer-me entre aspas,

mas fora delas é quando (e onde) sou o que sou,

quem sou pode ser encontrado nos parênteses,

mas não entre as aspas,


talvez nas reticências...



Ps: Reticências, gosto delas.

segunda-feira, 1 de março de 2010

.'bom dia'.



Ao acordar abrirei meus olhos , escovarei os dentes e ficarei calada.


Quando acordares falar-te-ei 'bom dia', com um sorriso largo e com o olhar alerta observarei seus movimentos preguiçosos: olhos semi-abertos (apertadinhos e manhosos), boca cerrada (com um leve repuxo para o canto, um sorriso tímido ocultando os dentes, os tais que já apreciei em expressões variadas, os tais que marcaram o meu ombro em uma expressão variável.)


Uma sequência de ideias ao mirrar-te em movimentações sutis e leves, incalculados e talvez não muito racionais (minhas ideias ou seus movimentos?).


Ajeitando o travesseiro parece que me chamas para a chama, mas bem pode ser o indício de uma profunda sonolência. Me aconchego em teu travesseiro, afinal sempre escolhes o mais confortável.


De alguma maneira te desperto, pois agora os seus olhos é que estão cerrados, já sua boca

semi-aberta sentindo o gosto de hortelã , procurando um bom dia mais concreto.