terça-feira, 20 de abril de 2010

.uma passagem (entres parênteses).


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É uma questão de processo (as transfomações acontecem), mas de uma coisa eu 'tô' sabendo, estou cansando da lentidão do meu em certos aspectos. Idealistas e materialistas discutem (ou dialogam?) ha algum período de tempo e hoje (nesse exato período do tempo) me veio à mente que para haver o produto deve-se primeiramente existir a idéia (com acento) do produto, mas do que valerá se a ideia (sem acento) não for posta em prática (se você acredita naquilo, porque não tentar?) é na prática que começa a surgir o concreto. O que escrevo agora pode ser o início do meu 'produto'.
O que estou escrevendo?
Mas se bem que eu posso me perder nas minhas palavras, mas não estou me perdendo nas idé(e)ias (sem acento, ou com acento, tanto faz, foi só uma mudança gramatical).
Percebi que às vezes (até com certa frequência) no meio de uma discussão alguém solta uma pergunta muito intrigante (no mínimo), é a clássica "O que você está pensando da sua vida?" Porra, como eu vou te responder isso? Às vezes (gosto desse tempo) parece que nada, é não 'tô' pensando nada da vida, a vida é minha a mente também então penso dela (e com ela) o que eu bem entender... mas que lorota, desde quando controlamos metodicamente os nossos pensamentos a ponto de eliminarmos a possibilidade deles ressurgirem?!
Porém se alguém me perguntasse isso hoje responderia diferente, esse alguém teria de ser eu, a mais interessada na resposta (no que estou pensando da vida!) e talvez a única pessoa para quem eu teria coragem de responder da maneira mais transparente, tentando não filtrar muito.
E ai o que você esta pensando da sua (da minha) vida?
Opá! Apareceu uma terceira pessoa ai?
Sinceramente, estou começando a perceber o quanto covarde tu és. Sério. Você projeta várias realizações, realizações que na maioria das vezes você derrete a possibilidade de consquistá-las, realizações irrealizadas(?). A Vida está ai (aqui), a preencha de Vida, de atividades positivas e verdades alegres (ou pelo menos alegrias verdadeiras). O importante é estar vivo, mas o fundamental é viver. O que vale pode ser viver satisfeito, mas o crucial é sentir a satisfação da existência. Perceba as possibilidades existentes e perceba quantas são... são inumeráveis. Almeje e com isso batalhe e vença... Competir pode ser legal, mas vencer é algo que emociona profundamente. O esforço é válido, mas a conquista é o alvo. Digo competir no sentido de viver (interiormente, quem vencerá você ou você?) a competição como uma experiência que lhe abre um leque de novas formas de vencer (de enxergar a vitória, de saber o que é a vitória...) , não competir como uma disputa por um lugar ao pódio, mas independente da colocação, um lugar ao Sol.
Bom... chegamos a parte em que recebemos uma 'auto-ajuda', indispensável parte, porque dá conforto, porque você se permite 'se ouvir', porque você enxerga seu apoio como necessário...porque você admite que é inevitável transcender esse estado inerte de espera, de espera de mudança alheia para começar algo, de espera de conselho alheio, de apoio alheio. Você começa a depender mais de você em certos aspectos, em certas decisões... e isso te torna mais independente, mas não vá também passar a mão na sua própria 'cachola' fingindo que não se incomoda com certas atitudes próprias da sua personalidade... temos que ser sinceros conosco, sabendo a importância que o rigor tem para seres que se satisfazem em apenas 'empurrar com a barriga'.



...é mais ou menos assim...