sábado, 19 de junho de 2010

...com flor na boca.


Dizem que rosas são rosas,
mas às vezes nos esquecemos que cada rosa é uma rosa,
sendo rosa ou não...
Dizem que cores são cores,
mas o preto é a ausência delas
e nem por isso deixa de ter um encanto colorido.

quarta-feira, 16 de junho de 2010

.experiência azul.

Eu precisei.
Certamente se não precisasse não teria passado por tal experiência,
ou não a teria enxergado de tal forma!
Eu necessitei.
Tanto que a encarei e a analisei para com isso absorver ali, no (e do) momento, o que
dela podia extrair de mais essencial.

Eu entendi certas coisas que sem ela não entenderia.
Ela me fez pensar em situações que talvez nem venham a acontecer (para alguns isso seria deixar de viver o presente, para outros apenas precaução ao invés de preocupação, para mim foi somente inevitável).
Mas eu consegui reconhecer a sintonia que houve no momento.
Não me desviei tanto assim a ponto de esnobar a 'causa primeira'.
Ações sempre irão gerar reações.
Jogue uma bolinha na parede e dependendo da força com que você a lançou, saia da direção dela.
Por mais que nem tenhamos noção das consequências, por mais que nem as cogitemos,
elas surgem, às vezes nem as associamos... mas elas têm origem em alguma atitude.
Tem um ditado que diz que 'melhor do que remediar é previnir',
sendo que existem acontecimentos que não se pode ao menos prever,
então só nos resta aceitá-los e se possível dá-los algum xarope ou aquela receita caseira,
conspirando para que assim amenize-os.

Eu não me preocupo com talvez o que te tire o sono.
Existem possibilidades.
Já era amigo, sabemos que o Tempo não volta (e creio que nem desejamos isso).
Acho que já dialogamos sobre.
Acho até que cada um já fez um discurso sobre.
O resto não é tão difícil,
é uma agora,
a outra em outra hora,
nem preciso quebrar a cabeça
pra decorar tantos números assim.

O relógio quem tem a função de marcar as horas,
eu só correspondo ao chamado delas.
Tenho estado atenta.

Voltei ao estado de observação íntima
e sei que isso às vezes me intimida,
mas não me deixarei ficar tímida diante de mim.
Agora estou mais alerta,
a gente muda mesmo a cada instante,
a gente se transforma mesmo de acordo com cada experiência,
ou para ser mais exata de acordo com oque levamos de cada experiência.

Ou pra ser mais exata,  precisão não é sempre o mesmo que exatidão.
Ou pra ser mais precisa, exatamente, eu precisei.

:*

sábado, 12 de junho de 2010

.palavras soltas.

Eu falei que não gostava tanto de falar de mim ,
ou melhor...
o que disse sobre mim era que não gostava de falar muito sobre mim mesma, mas sendo assim já falei!


Então eu avisei que calejada não era sinônimo de áspera,
porém de resistente.
Nem sempre o que a gente ouve é o que a pessoa diz,
nem sempre o que a gente entende é o que o outro quis transmitir.
As conclusões são nossas.
E os encontros e desencontros são naturais,
sobrenatural é não participar deles.
Eles acontecem a todo momento por aí.
Desespero não há de ter.
Nada do que é humano me pode ser alheio.
E as decisões são nossas.
Não é preciso voltar atrás é só estar de braços abertos para o que há de vir.
E pode vir algo que já foi, porque reencontros também são naturais,
sobrenatural é não acreditar neles.
Por isso é legal se despedir de maneira leve.
Pode ser que quando a gente menos espere eles aconteçam (pode não ser), só dúvido um pouco que seja na hora planejada (pra quem é metódico o Tempo pode não ser um aliado).
É deixar fluir, tomar direção...
É vento, é fugaz e sagaz.
Entre o caminho e o caminhar...
entre pelo caminho,
caminho entrando em espaços desconhecidos,
reconheço caminhos passados,
às vezes desconheço passos que pelo caminho ficaram...


Mas tudo complementa,
integra o integral do qual também somos apenas integrantes (intrigantes).
E se leva de cada ser o que de melhor ele pode ter nos transmitido,
para não ser mais efêmero do que o necessário,
isso inclui o campo das idéias, o campo físico,
isso inclui o campeonato todo
preliminares,
quartas,
semi,
final.
Inclusive
eliminatórias
e amistosos.


Além do mais herméticos, de alguma maneira, todos somos.

quarta-feira, 9 de junho de 2010

.ego ou usted?.


Sombra... raciocinando. Água fresca... sentindo.
Sol na cabeça, racionalizando, observando, um olho no gato, outro no rato ( e se o gato e o rato forem um só, olhos na mesma direção),
mas eu quero é ver além... observando-me.
Racionalizando sentimentos?
Me poupe, que mesquinharia!
Raciocinando eventos?
Eles se distorcem!
Na teoria é assim, na prática é daquele jeito,
daquele lá mesmo, que a gente não sabe!
O interesse não é desestruturar nada que foi formado, talvez seja só apresentar um outro ponto de vista! Quando a gente quer, a gente tem que demostrar, mesmo que sutilmente,
nada de desespero, a gente leva tranquilamente, porque nascemos para a missão de servir, de fazer valer, eu aprendi isso quando olhei pra trás.
O passado vira pedra, mas as estátuas podem revelar muita coisa, pode estar nos detalhes, na maneira que a pedra foi esculpida.
É só mais um.
Um é só mais um número entre tantos.
Um é uma palavra.
Um é elemento.
Um = artigo indefinido.
Um pode preencher um círculo.
Um = unidade.
Um é ímpar.
Um pode fazer transbordar.
Um pode ser o que falta.
Um pode ser o que sobrará.
Então é um... porque é complexo,
mesmo sendo um.
Hummm...
Hum com H.
Modifica porque acrescenta malícia em meu pensamento...
A questão é a disposição!
Me dedicar a mim, não deixa implícito
a minha indisponibilidade ao alheio .
...
com reticências,
mas sem previsão!

Extraño... sin despedidas!
Pero com saludos, mientras hablo 'hasta'.