segunda-feira, 13 de setembro de 2010

.opte.

A tristeza é um dos preciosos momentos em que refletimos sobre quem somos, o que queremos e o que gostamos... é um momento onde nos encontramos com nossos pensamentos mais declinados querendo elevá-los
para um grau que os transformarão na (dis)solução desse sentimento... sentimento  porque após ser sensação impactante amadurece tomando um espaço, digamos, mais significante, ou apenas mais duradouro. Mas... não é ser triste, é estar... e como qualquer outro estado se finda, se transformando em outro que se findará também e dará espaço a mais um... (e lá vem a tristeza de novo)... porém oque ficará é o que deles tirarmos proveito, porque se tentarmos nos afastar da situação em que estamos depositando a nossa tristeza e com isso tentarmos enxergá-la com mais amplitude notaremos que ser triste é preciso, apenas com o estado de tristeza alcançamos a descoberta do que nos faz feliz, assim como que um sentimento só existe em decorrência do outro.
Quando se esta triste se tende a ser mais melancólico, com isso menos otimista e por isso talvez mais realista... veja bem, a tristeza também tem lá suas vantagens, além do mais é natural, digo como estado passageiro e não como característica definitiva. Na tristeza nos sentimos mais fragilizados e assim nos comovemos mais com o outro... porque pensamos que o outro também já pode, (poderia) ou poderá passar por essa situação que no momento nos incomoda, mas ela tanto pode nos deixar mais sensíveis como pode nos trancar mais no nosso universo (pobre)problemático... cheio de teorias levadas demasiadamente a sério (porque apesar de experiências individuais não são leis declaradas)... na tristeza nos fortalecemos.
Todos nós necessitamos ficar tristes, todos nós ficamos tristes justamente porque necessitamos... ou você acha que existe alguém intacto nesse sentido? A tristeza como sofrimento, ou seja, como algo negativo, ou como definitivamente uma condição humana é apenas mais uma etapa entre tantas, somente mais uma... mais uma experiência individual.
A gente pode não optar pelo que nos acontece até porque não controlamos nossas vidas por inteiro, mas o que faremos com o que nos acontece é decisão nossa... como se fossemos árbitros de nossas escolhas.
Se pudesse ser notada a diferença entre a dificuldade e o problema... o que é imposto e o que é criado quando não sabemos nos posicionar diante da imposição, porém... há porém um caso que é mais complicado do que todos os já vividos e esse é justamente o que acontece conosco, porque movidos por esse sentimento (e não só por esse) temos o costume de eternizar o momento como se ele não fosse apenas mais um e sim o, e a mudança desses artigos complica o desenrolar e com isso a dissolução da situação que provoca o sentimento, porque apesar de também termos uma natureza 'cabisbaixa' em todo caso se faz necessário um fator externo que abale a base onde tentamos solidificar a felicidade que inegavelmente tem sido a busca de várias sociedades... a felicidade que é sentimento coletivo individual e quando ela se faz ameaçada como defesa involuntária a tristeza surge, mas que ela se faça presente para mostrar que é possível lhe tirar proveito, mas que ser feliz satisfaz bem mais.


(A felicidade e a tristeza dentro de nós.)









Bem eu entendi...
(momentaneamente.)

terça-feira, 7 de setembro de 2010

.um conto que se perdeu a contagem.

(Não é uma fábula, nem uma história fabulosa é.)

Disseram que de  repente, como que por impulso
se uniram as bocas e foi dado um laço.

Disseram que o que sentiram, como que por
encanto se fez presente.

Disseram que sem um porquê certo, como que por receio, se uniram os
porquês incertos agora havendo motivos.



Disseram que não se ouvia nada além do que se sentia,
como que por (con) fusão dos sentidos.


Disseram que a tempestade deixou a terra mais fértil
e como que por seleção, um dilúvio foi preciso para se reconhecer os escolhidos.

Disseram que não se pode dizer demais, como que por discrição,
não se faz necessário descrever.

Disseram que tudo o que começa termina, como que por determinação das regras.

Disseram que nos foi dado um presente, como que por conspiração, o Mundo se fez generoso.