quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

.pode ser, ser não pode.

Uma frase de efeito, uma frase de auto identificação, de superação, vangloriazação, perdão, ocultação. Escrever sobre amor, sobre o amor se debruçar, apoiar-se! O que tem sentido pode ocultar o que é sentido. Uma frase de causa, que causa identificações múltiplas de super ações gloriosas e acusações públicas. O que escrevo não é poesia, mesmo poético parecendo. Aparecendo, desaparecendo. São vírgulas e letras, o que te parecem mais? São o que parecem ou o que transmitem? Transmitem o que te sensibiliza, sensibilizando o que com você parece. E eu? O que transmito? 
O que pareço fica por conta de quem desconta um tempo para analisar-me. Conta e desconta o que sente, desconta e conta o que acha. O que se sente apenas se sente, o que se conta já não tem tanto sentido, meia-volta, volver para o que interessa... voltem para seus teclados, as atualizações são constantes, logo aparecerá algo mais interessante! Auto alisamento, alucinações ou alimentações. Qualquer coisa que não se sabe o que é! O que? O que? O que? 
Não se responde... se pondera, não por sensibilidade, mas por falta de sabedoria ou por tê-la, o(culta)r não é não ter é apenas não mostrar.
Podar-se, poder-se, apoderar-se, permitir-se, omitir-se e assim ser o que não se sabe. Saber o que não se é.
Não ponho em ninguém minha ignorância, apenas a revelo. As vezes no silêncio também a revelo, parecendo o(culta)r.

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

.talvez nunca mais voltarei, mas sei que para sempre estarei aqui.

Ir. Mesmo não sendo decisão própria, ir  para onde o ambiente se faça um aconchego.
A ida se fazendo solitária, a vontade de ficar se fazendo companheira.
Quando nunca se amou, amar parece ser só desse jeito.
Amar é assim... como o amor é assim!
Um beijo e um abraço nem sempre são despedidas, como nem sempre são encontros ou sinais de amor.
Hoje eu amo sem beijar ou abraçar, hoje eu amo sem ver.
E quando se promete nunca mais voltar, quando se concorda com uma coisa que te parece absurda?
Minhas atitudes estão vulneráveis à julgamentos, mas meu coração jamais poderá ser levado como banal.
Para onde quer que eu me guie, ele vai comigo e tudo que vivi com ele vai junto.
Como se nunca tivesse havido uma despedida.
Cada um para o seu lado e ao meu lado será imortal.
Vivemos muitas coisas diferentes, vivemos não só por viver, vivemos por amar.
Reaparecer. Faz parte de quem some, mas não morre... e pra quem morre reaparecer me parece apenas sobrenatural. Surgir novamente.
Vamos usar o tempo... não vamos deixá-lo nos consumir.