sábado, 21 de abril de 2012

.e quando ocorrer?


terça-feira, 17 de abril de 2012

'chuvas de abril'



 


                                                        Não se morre de amor, vive-se.

quinta-feira, 12 de abril de 2012

'pintura íntima.'





 

Deus vê nossa intenção, mesmo quando nós a perdemos de vista. Basta ter o coração em paz. Se isso não for o bastante, ter a mente a favor dos ideais. E a consciência digna, sabendo que os passos são dados por amor a vida, vale ser feliz, mas só se é com a consciência. Quem muito nos desvirtua certamente não está preparado para nos conhecer e amar de verdade. No calor de uma discussão dizemos coisas que só nos são permitidas dizer porque são existentes e possíveis. Nomeamos os outros com conceitos que no nosso íntimo sabemos que são infundados, ou se reais, não deveriam ser tratados de maneira rude. Isso nem sempre é desvirtuar, é apenas não usar bem as palavras em um momento de descontrole. Desvirtuar vai além... é pensar, rogar e julgar o mal.

Ah, quantas palavras!. Ah! Quantas palavras existem com sentidos variados, além daqueles que são dados por nós.

Tão farta estou de pensamentos que hoje procuro desviar de alguns, me esvaziar de muitos. Quantas vezes se fez necessário um recuo para dialogar?! Muitas vezes conversando sobre assuntos já esgotados. Esgotados não pela falta de palavras e talvez nem pela falta de sentido ou de importância. Esgotados pelo cansaço. Insistindo apenas pelo que era para nós.

 

 

Sim! Nós somos almas fortes, porque lutamos e temos amor dentro de nós. Direcionamos nosso sentir. E agora?! Que seja para algo que gere frutos positivos. Começo a crer que até mesmo o mais nobre sentimento se doado para alguém que não faça bom proveito pode ser transformado em lama. Não quero com isso exemplificar o que ocorre agora, é apenas uma prevenção. Sejamos diamantes, nobres e resistentes. O quanto eu senti e sinto só eu sei, só eu suportei. Por mais que quisesse transparecer.  No fervor das palavras, na panela de pressão dos desejos... estamos. Estamos sempre na espreita das situações, fazendo parte delas para elas fazerem parte de nós. Vamos nos construindo e que seja levado em consideração apenas o que nos faz crescer, nem que sejam as palavras de outros, peneirando o melhor para nós, para assim oferecermos o melhor para todos. 

Não penso em me vestir de ninguém, eu me prefiro nua e crua, muitas vezes . Andar como um mendigo, mas não como um pedinte. Não por falta de humildade, apenas me vestindo com o que se tenho, além do mais sempre acontecem doações de quem tem mais a oferecer. Não é pedir, é estar atento à oferta, mas sabendo selecionar. Há de se convir que não nos encontramos entre aspas, quem sabe nas reticências, certa vez citei o que penso sobre isso. Apenas é interessante nos reconhecermos no outro, no que o outro se pinta.Vamos nos moldando de acordo com o que acreditamos. E será que autores ilustres realmente viveram tudo o que falavam? Se vestiram de suas palavras, pensamentos? De certo foram além disso... foram suas ações. Ficaram na história por seu legado de frases esclarecedoras, dignas de apreciação, reflexão, admiração e vontade de levar adiante, mas ficaram também pelo que foram em atos, além de um acervo literário deixaram suas marcas pelas árvores que plantaram em solo pessoal. Creio. A vida tem passado a todo instante e nosso exemplo jamais poderá ser apagado.  Só há correção com um presente bem vivido. As memórias fazem parte, é preciso referência, isso é inevitável, mas que sejam para lapidar um futuro mais construtivo. As palavras muitas vezes tem vida própria, como no calor de um discurso, mas quando saem racionalmente fazem mais sentido do que quando são apenas emoções se solidificando em uma linguagem delimitada. Afirmo que ao menos uma vez no ano deveríamos nos abdicar das palavras, essas mesmo por quem eu me faço entendível, ou ao menos expressiva . 

Marcado o dia do silêncio. Resistência na saudade, é tipo não ficar na solidão. Ficamos nós, nossas ideias, sentimentos e tudo mais que faz parte do silêncio verbal. Até ficarmos apenas nós e o som do Universo. Nós e o próprio Universo. Nós no eu.

Utopia?  Vale tentar e apenas se calar por um dia .Creio que é de se tirar bom proveito. Sinto esse texto muito peculiar, não em suas palavras, mas na minha intenção.

 

 

Vi o Sol e a Lua, lindo casal que pouco se encontram, brilham separados e são magia e enigma. Os vi com os olhos da sobriedade. Pode ter certeza. Respeitei a presença de ambos.Os admirando como eles são, mesmo sem saber o que são em seu inteiro.Conviver é mesmo interessante, mas deixar de conviver nos intriga, acho que por nos questionarmos se o que conhecemos foi o inteiro.O inteiro daquela parte da história...

Então. Meu peito sente e sente muito por tanta coisa, mas carrega cores. E esperanças. Carrega sorrisos. E o peso já parece não incomodar demasiado.Vamos levar, elevar. 

Outono, a nossa estação. Leve como a primavera. Leve flores para quem você quer bem. Caminhe. Frio e verão. Nada de apenas paz e amor, a vida exige outras posturas. A vida te cobra muitas vezes uma conduta mais rígida, mas nem por isso agressiva em demasia.Vale mesmo olhar e pedir desculpa com sinceridade, já que não se pode voltar e fazer diferente. 

Corte mamão, maçã, banana e uva. Acrescente mel, suco de soja/maracujá e granola. Esse é meu desejo de  bons sonhos, uma forma de dizer que amo e me preocupo ou apenas uma receita da madrugada.







terça-feira, 10 de abril de 2012

.a música da dança das águas.


Sentir a chuva chegar, mesmo com um teto sobre a cabeça.
Ouvir os passos de algo que está longe, acima do céu.
Gotas. Pingos.
Um pressentimento.
A chuva me veio como um presente essa noite.
Fonte de inspiração.
Silenciei a música arquitetada, para ouvir sua música inconfundível e natural.
Delícia de chuva. Grata estou.
(Penso em quem não tem um teto, nem instigação para banhar-se sob céu aberto
assim repentinamente. Penso em quem só vê o verde depois do céu cinzento.)
Mas quero expressar a alegria de ouvir esse som. Ritmos.
Não poderia estar em melhor lugar, nem em melhor companhia.
Tenho descoberto que as pequenas coisas tem o tamanho que damos a elas.
Eu dou um grande tamanho a esse pequeno momento.
Escolho torná-lo algo mágico.
Caem pingos, caem gotas.
Tranquiliza e relaxa.
Eu ouço a música do baile das águas.



sexta-feira, 6 de abril de 2012

.aceno.

Vou-me daqui.
Mas não deixo de me despedir, seria muita indiferença,
Seria deselegância e eu não pretendo ter essas características como minhas.
Vou-me daqui e deixo lembranças.
Vou para onde o aconchego se faça morada.
E as aparências não importem tanto quanto a essência.
Quando se encontra muitas coisas e mesmo assim se sente vazio é como se não tivesse encontrado nada.
Quero viver dentro de mim, da minha maneira, a que eu mais gosto.
De acordo comigo.
Me preencher!
Não posso omitir minha ignorância em relação a mim.
Mas também seria incorreto não afirmar a minha real descoberta: eu possuo um bom coração.

Aceno: um gesto com os olhos, com as mãos... sempre se fica subentendido algo.
Um aceno de despedida é um gesto simples se tornando complexo ao entendimento íntimo, não simbólico.
Sendo sutil, farei meu gesto com os lábios... um leve sorriso, que está escondido.

segunda-feira, 2 de abril de 2012

.seja luz.


Não pretendo mexer nos limites alheios a ponto de ultrapassar a fronteira criada. Fronteiras delimitam espaços, elas excluem, mas por esse mesmo motivo incluem.
Não tenho a intenção inocente de voltar atrás ou viver algo que já se viveu.
As lembranças ficam a cada dia mais distantes, são cada vez  memórias menos recentes e eu não lembro para ser triste, lembro apenas porque é algo que existiu.
Sei que lembrando, de alguma forma,  faço ainda existir, mas o que no Tempo fica ninguém apaga.
Conviver com memórias de certa forma é conviver com você mesmo também, pois nos possibilita observar nossas mudanças.
Apesar de ser responsável pelo que sinto e penso, os sentimentos e pensamentos também lutam por seu espaço. Combatem muitas vezes contra a minha vontade de esquecer.

Vale sorrir, nada está perdido, existe um segundo após o outro.
Pois um sorriso nos lábios é coisa linda de se ver e se proporcionar,
quando vem do coração.
Um sorriso é algo realmente mágico, alguns sabem sorrir com os olhos e eu gosto muito disso.
Vendo novos ares, vendo o que não se pode vender.
Tudo é novo, é agora.

Recordar não significa parar o tempo, impossível e não faço disso minha missão.
Olhar para trás não me transforma em pedra, anda-se adiante, olhos firmes no futuro.
Peguemos o trem, que não segue trilhos apenas urbanos, ele vai além... além da natureza.
Ser livre não é apenas não ter direção, ser livre pode ser se direcionar.

Sejamos verdadeiramente livres.