terça-feira, 10 de abril de 2012

.a música da dança das águas.


Sentir a chuva chegar, mesmo com um teto sobre a cabeça.
Ouvir os passos de algo que está longe, acima do céu.
Gotas. Pingos.
Um pressentimento.
A chuva me veio como um presente essa noite.
Fonte de inspiração.
Silenciei a música arquitetada, para ouvir sua música inconfundível e natural.
Delícia de chuva. Grata estou.
(Penso em quem não tem um teto, nem instigação para banhar-se sob céu aberto
assim repentinamente. Penso em quem só vê o verde depois do céu cinzento.)
Mas quero expressar a alegria de ouvir esse som. Ritmos.
Não poderia estar em melhor lugar, nem em melhor companhia.
Tenho descoberto que as pequenas coisas tem o tamanho que damos a elas.
Eu dou um grande tamanho a esse pequeno momento.
Escolho torná-lo algo mágico.
Caem pingos, caem gotas.
Tranquiliza e relaxa.
Eu ouço a música do baile das águas.