quinta-feira, 12 de abril de 2012

'pintura íntima.'





 

Deus vê nossa intenção, mesmo quando nós a perdemos de vista. Basta ter o coração em paz. Se isso não for o bastante, ter a mente a favor dos ideais. E a consciência digna, sabendo que os passos são dados por amor a vida, vale ser feliz, mas só se é com a consciência. Quem muito nos desvirtua certamente não está preparado para nos conhecer e amar de verdade. No calor de uma discussão dizemos coisas que só nos são permitidas dizer porque são existentes e possíveis. Nomeamos os outros com conceitos que no nosso íntimo sabemos que são infundados, ou se reais, não deveriam ser tratados de maneira rude. Isso nem sempre é desvirtuar, é apenas não usar bem as palavras em um momento de descontrole. Desvirtuar vai além... é pensar, rogar e julgar o mal.

Ah, quantas palavras!. Ah! Quantas palavras existem com sentidos variados, além daqueles que são dados por nós.

Tão farta estou de pensamentos que hoje procuro desviar de alguns, me esvaziar de muitos. Quantas vezes se fez necessário um recuo para dialogar?! Muitas vezes conversando sobre assuntos já esgotados. Esgotados não pela falta de palavras e talvez nem pela falta de sentido ou de importância. Esgotados pelo cansaço. Insistindo apenas pelo que era para nós.

 

 

Sim! Nós somos almas fortes, porque lutamos e temos amor dentro de nós. Direcionamos nosso sentir. E agora?! Que seja para algo que gere frutos positivos. Começo a crer que até mesmo o mais nobre sentimento se doado para alguém que não faça bom proveito pode ser transformado em lama. Não quero com isso exemplificar o que ocorre agora, é apenas uma prevenção. Sejamos diamantes, nobres e resistentes. O quanto eu senti e sinto só eu sei, só eu suportei. Por mais que quisesse transparecer.  No fervor das palavras, na panela de pressão dos desejos... estamos. Estamos sempre na espreita das situações, fazendo parte delas para elas fazerem parte de nós. Vamos nos construindo e que seja levado em consideração apenas o que nos faz crescer, nem que sejam as palavras de outros, peneirando o melhor para nós, para assim oferecermos o melhor para todos. 

Não penso em me vestir de ninguém, eu me prefiro nua e crua, muitas vezes . Andar como um mendigo, mas não como um pedinte. Não por falta de humildade, apenas me vestindo com o que se tenho, além do mais sempre acontecem doações de quem tem mais a oferecer. Não é pedir, é estar atento à oferta, mas sabendo selecionar. Há de se convir que não nos encontramos entre aspas, quem sabe nas reticências, certa vez citei o que penso sobre isso. Apenas é interessante nos reconhecermos no outro, no que o outro se pinta.Vamos nos moldando de acordo com o que acreditamos. E será que autores ilustres realmente viveram tudo o que falavam? Se vestiram de suas palavras, pensamentos? De certo foram além disso... foram suas ações. Ficaram na história por seu legado de frases esclarecedoras, dignas de apreciação, reflexão, admiração e vontade de levar adiante, mas ficaram também pelo que foram em atos, além de um acervo literário deixaram suas marcas pelas árvores que plantaram em solo pessoal. Creio. A vida tem passado a todo instante e nosso exemplo jamais poderá ser apagado.  Só há correção com um presente bem vivido. As memórias fazem parte, é preciso referência, isso é inevitável, mas que sejam para lapidar um futuro mais construtivo. As palavras muitas vezes tem vida própria, como no calor de um discurso, mas quando saem racionalmente fazem mais sentido do que quando são apenas emoções se solidificando em uma linguagem delimitada. Afirmo que ao menos uma vez no ano deveríamos nos abdicar das palavras, essas mesmo por quem eu me faço entendível, ou ao menos expressiva . 

Marcado o dia do silêncio. Resistência na saudade, é tipo não ficar na solidão. Ficamos nós, nossas ideias, sentimentos e tudo mais que faz parte do silêncio verbal. Até ficarmos apenas nós e o som do Universo. Nós e o próprio Universo. Nós no eu.

Utopia?  Vale tentar e apenas se calar por um dia .Creio que é de se tirar bom proveito. Sinto esse texto muito peculiar, não em suas palavras, mas na minha intenção.

 

 

Vi o Sol e a Lua, lindo casal que pouco se encontram, brilham separados e são magia e enigma. Os vi com os olhos da sobriedade. Pode ter certeza. Respeitei a presença de ambos.Os admirando como eles são, mesmo sem saber o que são em seu inteiro.Conviver é mesmo interessante, mas deixar de conviver nos intriga, acho que por nos questionarmos se o que conhecemos foi o inteiro.O inteiro daquela parte da história...

Então. Meu peito sente e sente muito por tanta coisa, mas carrega cores. E esperanças. Carrega sorrisos. E o peso já parece não incomodar demasiado.Vamos levar, elevar. 

Outono, a nossa estação. Leve como a primavera. Leve flores para quem você quer bem. Caminhe. Frio e verão. Nada de apenas paz e amor, a vida exige outras posturas. A vida te cobra muitas vezes uma conduta mais rígida, mas nem por isso agressiva em demasia.Vale mesmo olhar e pedir desculpa com sinceridade, já que não se pode voltar e fazer diferente. 

Corte mamão, maçã, banana e uva. Acrescente mel, suco de soja/maracujá e granola. Esse é meu desejo de  bons sonhos, uma forma de dizer que amo e me preocupo ou apenas uma receita da madrugada.