segunda-feira, 2 de abril de 2012

.seja luz.


Não pretendo mexer nos limites alheios a ponto de ultrapassar a fronteira criada. Fronteiras delimitam espaços, elas excluem, mas por esse mesmo motivo incluem.
Não tenho a intenção inocente de voltar atrás ou viver algo que já se viveu.
As lembranças ficam a cada dia mais distantes, são cada vez  memórias menos recentes e eu não lembro para ser triste, lembro apenas porque é algo que existiu.
Sei que lembrando, de alguma forma,  faço ainda existir, mas o que no Tempo fica ninguém apaga.
Conviver com memórias de certa forma é conviver com você mesmo também, pois nos possibilita observar nossas mudanças.
Apesar de ser responsável pelo que sinto e penso, os sentimentos e pensamentos também lutam por seu espaço. Combatem muitas vezes contra a minha vontade de esquecer.

Vale sorrir, nada está perdido, existe um segundo após o outro.
Pois um sorriso nos lábios é coisa linda de se ver e se proporcionar,
quando vem do coração.
Um sorriso é algo realmente mágico, alguns sabem sorrir com os olhos e eu gosto muito disso.
Vendo novos ares, vendo o que não se pode vender.
Tudo é novo, é agora.

Recordar não significa parar o tempo, impossível e não faço disso minha missão.
Olhar para trás não me transforma em pedra, anda-se adiante, olhos firmes no futuro.
Peguemos o trem, que não segue trilhos apenas urbanos, ele vai além... além da natureza.
Ser livre não é apenas não ter direção, ser livre pode ser se direcionar.

Sejamos verdadeiramente livres.