sexta-feira, 20 de julho de 2012

.a semente da vida dentro de nós.

''Se penso, logo existo.''
Questiono minha existência, duvido.
Persisto! Pensando: existo.
Imaginando: faço existir. Crio!
Sentindo, vivo . Vivendo, sou.


Fácil amar sem razão, impossível amar sem amor.

sexta-feira, 6 de julho de 2012

.muda.r.

Ouvir seus possíveis defeitos sendo apontados.
Ouvir críticas ferozes, sem a tolerância ou delicadeza de quem as lanças.
Ter de suportar sua vida ser relatada como se não houvesse motivos para ser quem se é.
Mas, quando isso acontece há várias maneiras de se reagir...
- Fingir não ouvir.
- Ter raiva e reivindicar aos berros a negação do que se ouve.
- Ouvir e depois tentar se explicar, dando o parecer de ser o que te conceituaram.
- Não ouvir e dizer das imperfeições de quem te julga.
- Se fragilizar e achar que se é uma coitada por não ter mais opção.
- Calar-se diante do que é  dito, respirar e se sentir forte por poder ouvir, por poder ter fortaleza para reconhecer seus defeitos, mesmo que a intenção de quem fale não seja te ajudar, seja apenas esbravejar.
Sair de cabeça erguida sabendo de seu passado e realmente tendo conhecimento de que quando não se fez o melhor  foi por falta de disciplina, postura e não por má intenção.
Quando gritamos, batemos o pé, batemos no braço, não aceitamos o que nossa consciência nos indica de maneira fraternal... é quando os espíritos do orgulho, do medo, da insegurança, da arrogância... nos invadem sem piedade, buscando espaço, buscando abrigo. Mas eles jamais poderão ser aconchegados em uma alma que busca paz e equilíbrio. Sempre haverá depois da atitude incoerente, aquela sensação de falha diante do propósito, haverá aquela agustia de ter agido como alguém que não tem noção do que busca.
A quietude da alma não significa indiferença com as coisas mundanas, com as situações enfrentadas, pelo contrário é saber observar e enfrentar esses obstáculos de maneira não a ser perfeito, mas a ser o que melhor se pode ser.
É necessário assumir que se precisa de ajuda! Ajuda.
É indiscutível que deve se ajudar.
Ajudar a ajudar, ajudar a erguer-se.
Não se pode fragilizar-se por ser quem se é, senão buscar se reconhecer dentro do que se é.
Levantar-se, assumir-se e modificar-se no que for necessário.
Muitas vezes o outro sabe o que em nós é defeito, principalmente quando nós não temos a ousadia de assumirmos como falhos e  fortes. Falhos por sermos humanos e fortes por termos a capacidade de mudança.
A mudança é real, se é vivida dentro do presente.

quinta-feira, 5 de julho de 2012

.vontade de voar!

Não dá  mais para ser um tanto faz na vida.
Deve- ser algo. O melhor algo que se pode ser.
Hoje pensei em um ciclo.
No recomeço.

As pequenas coisas valem muito.
'Datas comemorativas' são uma válvula para perder a vergonha, a timidez ou a frieza de desejar coisas lindas que estão no coração, mais a garganta engasga antes de deixar se transformar em voz.

Incrível, como algumas vezes as pessoas que mais gostamos são alvos de palavras rudes, mas não conseguimos demostrar o quanto são importantes.

Lembrei de alguns aniversários.
Agradecido meu coração se fez feliz.
Agora: silêncio.

Amar e ser amado.
Amar e ser e algo não permitir que se viva isso concretamente.
Amar e ter de amar alguém que está perto.
Amar e se fingir amante.
Amar sem razão é fácil, impossível é amar sem amor.

Enquanto eu via a noite, viam o sol.
Existe amor em algum lugar, 
Existe respeito e dedicação em mim.
Existe algo novo para ser vivido.

Quem?!  Para quem se canta.

Vontade de voar em direção a um campo que não seja minado...






quarta-feira, 4 de julho de 2012

"se é preciso navegar, viver é muito mais..."

Olhos escuros e brilhantes.


Saturada dos que se acham escolhidos pelo divino. 
'Eu tenho intuição aguçada nisso', 
'Deus apontou o dedo para mim',
'Eu sei o que acontecerá...'
Previsões, dissoluções do inexistente (do futuro...) 
Podemos não estar no mesmo barco, mas sim no mesmo mar. 
O divino elegeu a todos nós! 
Se por algum motivo você acha que tem vantagem espiritual sobre outros, você já está se pondo desumilde, característica dos pobres de espírito.
Entender a fraqueza emocional, física e espiritual do outro... considero como um dos princípios para o convívio de igual para igual, que é o que somos:
Humanos mortais e cheios de incertezas...
Creio que podemos em algum momento da vida ter uma consciência mais elevada do que os demais, por nos dedicarmos mais para essa ascética de se conhecer, alimentando o âmago, mas isso deve ser ferramenta de expansão e não um pedestal.

Viva o seu primeiro dia de liberdade, HOJE!
Hoje é o seu primeiro dia de vida.
Hoje é o dia de mudar o que você sente que deve!
Hoje você morre, mas vive mesmo assim!
Os anos vão passando nas incertezas e descobertas...
Estamos todos fragilizados pela intolerância, pela falta de amor, pelo excesso de ego. Em um abismo de experiências que já não podem ser mais vivenciadas... não com a mesma inocência.! Redima-se!
Eu me redimo de todos meus pecados. Não os esquecendo, mas fazendo deles uma referência do que não se deve seguir novamente. Usando a consciência mais do que os conselhos. Absorvendo e exalando o que de melhor puder. Quebrando correntes que prendem ao erro, ao que você reconhece como alheio. Nada de passear em perfis para analisar o que é a Felicidade. Seja! Os dias vão passando com o nascer e pôr do Sol... É o ciclo do que é vivo, morrendo e se transformando. Nascendo e evoluindo para o fim e mesmo assim para um recomeço. Nossas traiçoeiras falhas, nossas manias e maneiras de se lamentar e de passar a mão em nossas cabeças devem ser abandonadas. A ferida aberta dói, mas cicatriza!

E eu já não me importo se aqueles que estão ao meu lado querem estar na minha frente se sentindo mais rápidos, mais vitoriosos. Já não me incomodo se aqueles que estão ao meu lado ficam atrás de mim fazendo ocultações daquilo que acham, ou verbalizando aquilo que não vivem. Quero apenas o que é verdade! As pessoas, NÓS, nós humanos por vezes mesquinhos e cruéis, por vezes doces e amáveis. Fazemos chorar e enxugamos as lágrimas. Eu como uma grande falha no mundo e como uma benção o ajudando a consertar. Eu como semente do Divino, como todos escolhida para vivenciar o que vivencio, mas ser o melhor que eu puder.
Possibilidades infindas, dentro da finitude de ser.
Parecer o que querem que eu seja, ser o que eu quero parecer ser?! Não, apenas ser. As atitudes tomadas, as que serão escolhidas para se tomar... Do que nos serve os conselhos e palavras, os ombros e as mãos se não acreditarmos na real capacidade de modificarmos e de que adianta a crença se não a vivenciamos com o coração aberto e a mente focada?! Um relato impulsivo de quem não tem a mínima vergonha de ser falha, ao contrário do que querem fazer acreditar... eu não me envergonho de ser falha, de ser por vezes insegura, indisciplinada, arrogante, impaciente, grosseira... Mas também não me esqueço de regar virtudes, de ser leal, de ser honesta, de ser fiel, amiga, verdadeira... muitas vezes não comigo. Então ai está a chave, se decodificar para si e usar consigo as melhores virtudes para assim obter êxito nas decisões.
Sejamos nossos amigos! Devemos querer o melhor para nós, sem isso implicar o 'não' melhor para os outros. Um choque de consciência compartilhado para aqueles que aqui chegarem.
Não! Não deixem que te convençam do que você não é. Não deixem que repitam em seu ouvido com o objetivo de entrar em sua mente aquilo que você não acredita. Ou então seja forte para não se curvar. Eu escrevo para transparecer, não para me auto afirmar. Não venho mostrar uma vida que não levo! Escrevendo para organizar o que se tem em mente e não para mentir uma ordem.

segunda-feira, 2 de julho de 2012

.bienvenido!

Daqui me vou,
Indo para outro lugar,
Aqui me deixo,
Deixando de ser o que sou.
Sendo o que deixei de ser!
Indo para outros silêncios.
Quantas teclas se fizeram transporte?
O que quis ser transportado e ficou pelo caminho?
Se meus olhos já não refletem o que desejas ver...
São jabuticabas caindo do pé.
Um beijo no silêncio, silencia uma boca inquieta para dizer.
Fazendo do silêncio o recanto.
Quando minha boca se calar na imensidão nada mais precisará ser dito por mim.
Quando sua boca me calar no silêncio, nem mesmo o pulsar dos corações precisará fazer sentido.
Eu e tantas mais, com as mesmas palavras, com um jeito diferente de sentir.
Eu com minha escassa inteligência e minha beleza particular.
Peculiar criatura, somos em plural.
Os dedos se calaram na imensidão das palavras digitalizadas...
Na praia, no mar, que onda! Eu.
Uma, duas, três... uma sequência! Você.
Alô? Alô! E algumas palavras sem verdade.
Depois... 
De precisar de uma forma de traduzir-te e de ter diante de meus olhos uma cor que não é minha.
Não sou lida, não sou esclarecida.
Mas um dia me vou com as palavras, o mundo vai me calar.
Isso é o que me mantém viva.