segunda-feira, 2 de julho de 2012

.bienvenido!

Daqui me vou,
Indo para outro lugar,
Aqui me deixo,
Deixando de ser o que sou.
Sendo o que deixei de ser!
Indo para outros silêncios.
Quantas teclas se fizeram transporte?
O que quis ser transportado e ficou pelo caminho?
Se meus olhos já não refletem o que desejas ver...
São jabuticabas caindo do pé.
Um beijo no silêncio, silencia uma boca inquieta para dizer.
Fazendo do silêncio o recanto.
Quando minha boca se calar na imensidão nada mais precisará ser dito por mim.
Quando sua boca me calar no silêncio, nem mesmo o pulsar dos corações precisará fazer sentido.
Eu e tantas mais, com as mesmas palavras, com um jeito diferente de sentir.
Eu com minha escassa inteligência e minha beleza particular.
Peculiar criatura, somos em plural.
Os dedos se calaram na imensidão das palavras digitalizadas...
Na praia, no mar, que onda! Eu.
Uma, duas, três... uma sequência! Você.
Alô? Alô! E algumas palavras sem verdade.
Depois... 
De precisar de uma forma de traduzir-te e de ter diante de meus olhos uma cor que não é minha.
Não sou lida, não sou esclarecida.
Mas um dia me vou com as palavras, o mundo vai me calar.
Isso é o que me mantém viva.