domingo, 21 de abril de 2013

.e sobre corujas?.




'Dizem que o canto dela não anuncia boas coisas, mas eu não acredito. Não creio no agouro ou no suposto mal presságio. Eu acredito na natureza pura e na beleza não reconhecida.
As pessoas falam demais... muitas pessoas é que não anunciam boas coisas, não estimulam boas coisas nas outras. Só abrem a boca para levantar seu próprio ego, para falando mal do outro se sentirem superiores. Aprendi que não há vida, além da minha, da qual eu tenha domínio suficiente de conteúdo para poder falar com autoridade. Falamos muito, quase o tempo todo e se for impossível não falar dos outros, que seja para falar de virtudes, se for indispensável falar dos defeitos que esses sejam vistos como atos de humanos.
Nós erramos! Nós acertamos! Nós julgamos! 

E espero, sinceramente,  que mesmo assim estejamos em alguma evolução.
Eu admiro as corujas, elas me passam confiança. 

Elas olham com um olhar que misteriosamente revela algo, algo dentro de mim desperta. 
Elas observam em silêncio, são símbolo da sabedoria. 
Escolhida como um presente, de Zeus, para proteger e auxiliar a sua filha  Atena... 
O seu canto, por vezes sombrio, pode apenas anunciar uma solidão interna, não pede ajuda, não pede socorro, apenas canta a sua natureza livre .

(Agosto - 2012.)

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